terça-feira, fevereiro 14, 2006






















Loucura

Não quero saber!
Não me interessa
Parece mal?
Tapem os olhos
Não vou deixar de ser quem sou
Viver a minha vida
Ou esquecer os meus sonhos
Por alguém que ousou
Criticar aquilo que sou
É inadequado?
Vão para o diabo com as inadequações
Ou então… deixem-me ir sozinha
Porque havemos nós de ir juntos?!
Ah, e já agora
Que raio de noções de inadequação pode ter
Aquele que nunca a sua vida
Ousou sequer viver?
É tudo uma máscara!
Vão para longe! Vocês e as correntes
E as grades e os cadeados e tudo o resto
Com que me querem prender
E esconder a sete chaves
O esplendor do que sou!
Julgam que eu deixo? Enganam-se!
Não, não deixo!
Vou gritar no escuro, para a noite me ouvir
Fazer cenas tristes e dançar até cair
Vou insurgir-me contra quem for
Olhar nos olhos dos estranhos
Falar de amor
E viver cada suspiro como se fosse o ultimo
E, no fim de tudo
Já cansada
Quando para me chamarem louca
Não faltar mais nada
Sentar-me no meu banco de jardim
E sentir que por viver os meus sonhos
Tenho o direito de olhar as estrelas
Que tal como ela contam a minha história
Também eu conto a história delas…

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