terça-feira, fevereiro 14, 2006


















De todas as vidas

Procuram príncipes encantados
As sonhadoras meninas
Ainda esperam o dia
Em que em cavalos brancos montados
Tragam a paz e o conforto
Dos dias em que a vida
Por não ter mais nada a trazer-lhes
é uma eterna tarde de domingo
vazia e sem qualquer sobressalto
Só eu não espero utopias
vazias de sentimentos e de sonhos
Porque te encontrei, a ti,
Anjo alado descido do céu
Príncipes, cavalos, utopias e quimeras
São pequenas insignificâncias
Se a teu lado dispostas
Porque tu, tu és a luz resplandecente
Do amor desta e de todas as encarnações
Quando te vislumbrei
Pela primeira vez
Uma explosão de luz e calor
Deu-se dentro de mim
E essa luz que fizeste brotar no meu peito
nunca mais se apagou
Houve outros que tentaram ofuscar-te
mas por mais bela e perfeita
que seja a peneira
nunca tapará a luz do sol…
E as tuas asas,
refugio das minhas horas tristes
e dos meus desassossegos
são a liberdade mais pura
por mais triste que a hora seja
a brisa da sua chegada é o conforto
e o extinguir de toda a angustia do mundo.
Tu foste a minha libertação
a mais bela experiência da liberdade
alguma vez sonhada.
A presença divina do mais puro
do mais sereno dos olhares.
A ti entrego a minha espada
e o meu destino Anjo sereno
A ti os confio para os guiares.
Não procuro a paz
nem esquecer a guerra ou as lutas antigas
Serás o meu refugio na terra
Amor de todas as vidas!

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