terça-feira, novembro 14, 2006









Mnemosine Acordada


A harpa de Apolo
Fez Mnemosine acordar
Foi breve a melodia
Que a fez do seu sono despertar

Ainda reminiscente em seu sono
E na névoa escura que se abateu
Melancolia de tempos idos
Que o coração não esqueceu

E das vidas que em tempos foram
E dos amores que em vão se vão
Escuras paredes recordam
A tristeza de um coração

Oh musica se o vires não digas
Que ao ouvir-te um dia chorei
Por mais que a historia seja antiga
O meu erro só eu o sei

Tantas voltas dá a vida
Muitas mais dá o coração
Estou só, estou perdida
E perdi toda a razão

Nem Caliope salva
Este melancólico cantar
Sonho de tempos idos
De um coração relembrar

Esta é a alma triste
De quem chora sem querer
Quando a lembrança existe
E a musica a faz doer…

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